Segura a raiva que ela é toda sua. Quem mandou escolher?
Avisa seu corpo que não deve sofrer, e sua mente, que não deve descontar em seu corpo. Problema dela se pensa demais. Quem mandou não ligar o foda-se?
Paciência, vinde a mim! Faça de meus pensamentos sua moradia, mas temporariamente, quando a raiva bater à porta. Culpa sua, quem mandou escolher?
Não há nada de genial em sofrer pelo outro, por motivos imbecis.
Não há nenhum gênio aqui, presente.
terça-feira, 23 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
O Cassino de Montréal...
Quando vi de longe, ainda dentro do ônibus, aquele prédio imenso com formato de um transatlântico fiquei besta. A estrutura é realmente incrível!
Inocente que sou pedi ao meu namorado para que levasse sua super máquina profissional, afinal o lugar merecia fotos à altura. Não, eu realmente não imaginei que jamais seria permitido fazer fotos lá dentro.
Então passamos a primeira porta, os seguranças logo pediram para deixar a mochila e casacos no guarda-volumes e finalmente entramos. Uau! Luzes piscando, barulhinhos eletrônicos sincronizados e muitos velhinhos felizes. Essa foi a minha primeira impressão. Depois de andar um pouco, subir e descer todos os quatro ou cinco andares percebi que estava num mundo à parte. As luzes e os barulhos das máquinas são chocantes, por alguns segundos me senti um pouco drogada, como quando você toma algum alucinógeno. E então entendi porque tanta gente perde quantias importantes naquelas maravilhosas maquininhas “papa-tudo”.
Além dos velhinhos felizes, vi muita gente nova, homens e mulheres, pessoas com alguma deficiência física e também vi gente triste lá dentro. Alguns não escondiam a riqueza, outros não faziam questão de pertencer a esse mundo, estavam ali para jogar, quem sabe ganhar alguma coisa e só.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Drama do dia: merda, por que penso demais?
Tem coisas que são impossíveis de passar em branco, principalmente quando você percebe que a cagada foi sua... Hoje perdi uma entrevista para um emprego temporário, muito do bacana, no Cirque du Soleil durante a temporada de verão aqui em Montreal... sabe por que? Porque eu penso demais!
Eu estava super nervosa, nem tanto pela entrevista, mas porque seria um verdadeiro sonho trabalhar para eles. Poxa, quem é apaixonado por dança sabe do que estou falando. A fila não estava grande, as exigências eram básicas e ainda tinha um video com imagens dos bastidores dos espetáculos para os candidatos que aguardavam sua vez. Eu (achei que) tinha tudo para passar, tava super confiante, pensei e escrevi quase tudo que eu deveria falar, em inglês e francês, para garantir. Tudo na ponta da língua. E quando minha vez chegou tudo o que fiz foi travar, toda a corda que dei até o momento em que sentei na maldita cadeira em frente à entrevistadora (muito simpática por sinal) desapareceu e de repente eu não sabia falar, nem pensar, nada funcionou!
Voltei pra casa com vontade de gritar, de chorar muito. E eu o fiz e depois de um tempo percebi que pensar demais é um puta defeito, que só me faz fracassar. O que me deixou mais puta é que no momento em que saí da sala e comecei a subir as escadas em direção à rua, meus pensamentos (malditos!!!) eram todos em inglês e francês. Ah se eu pudesse dar um fim nisso... fracassada total
Eu estava super nervosa, nem tanto pela entrevista, mas porque seria um verdadeiro sonho trabalhar para eles. Poxa, quem é apaixonado por dança sabe do que estou falando. A fila não estava grande, as exigências eram básicas e ainda tinha um video com imagens dos bastidores dos espetáculos para os candidatos que aguardavam sua vez. Eu (achei que) tinha tudo para passar, tava super confiante, pensei e escrevi quase tudo que eu deveria falar, em inglês e francês, para garantir. Tudo na ponta da língua. E quando minha vez chegou tudo o que fiz foi travar, toda a corda que dei até o momento em que sentei na maldita cadeira em frente à entrevistadora (muito simpática por sinal) desapareceu e de repente eu não sabia falar, nem pensar, nada funcionou!
Voltei pra casa com vontade de gritar, de chorar muito. E eu o fiz e depois de um tempo percebi que pensar demais é um puta defeito, que só me faz fracassar. O que me deixou mais puta é que no momento em que saí da sala e comecei a subir as escadas em direção à rua, meus pensamentos (malditos!!!) eram todos em inglês e francês. Ah se eu pudesse dar um fim nisso... fracassada total
segunda-feira, 15 de março de 2010
Desfile de St Patrick em Montreal....
Bom, eu nunca havia participado dessa comemoração e resolvi que ia, a todo custo, assistir ao desfile numa das principais avenidas de Montreal e depois seguiria em frente comemorando no melhor estilo irlandês em algum pub. Acordei sábado, 13 de março, no horário certo para encontrar o pessoal para então irmos ao local do desfile. Estava chovendo, mas mesmo assim resolvi ver qual era... Durante o caminho, dentro do metrô, muita gente de verde, gente de todas as idades. Achei bacana isso, mas chegando lá, o desfile já havia começado, a chuva estava mais ou menos forte e tinha gente bêbada pra todo lado. A situação não era pior que as ruas em dias de carnaval, mas seria desrespeitoso comparar o tal desfile com os nossos, ou mesmo as paradas. Alguns carros elétricos, carros de passeio e limousines decoradas com nomes de famílias irlandesas importantes em Montreal, creio eu. Mocinhas com uniformes fazendo dancinhas, bandinhas tocando gaita escocesa, etc. Lembro que um dos meus primeiros comentários foi: como eles se divertem com pouco! Juro que foi sem maldade, mas inevitável... É curioso perceber que os tipos de diversão mudam em cada cultura, pode ser óbvio mas nunca havia pensado nisso. Bom, ficamos embaixo de chuva assistindo ao tal desfile e uma amiga fez outro comentário: na verdade parecia mais um desfile comercial que a tal comemoração de Saint Patrick... e ela tinha razão! Cada carro, caminhão, bandeirinhas e outras coisas que foram distribuídas tinha o logo de algum patrocinador, e não era coisa discreta! A cor verde estava sempre presente, mas muitas vezes isso era tudo.
A chuva começou a apertar, as mãos a doerem de frio e então resolvemos procurar algum Pub para ver o outro lado da comemoração. No caminho, coisa de um quarteirão, adolescentes bêbados caídos na calçada e todo mundo com sua caneca em formatos super diferentes na mão. Tentamos um Pub, mas havia fila de espera para entrar. O do lado estava cheio, mas havia uma mesa meio escondida livre. Entramos, sentamos e começamos a reparar no pessoal. Claro que não havia só irlandês ou escocês ali, mas todo mundo entrou no clima e todo o pub estava verde. Uma banda tocava algo como "rock meio sertanejo", tipicamente folk, e todos bebendo muito, mas muito mesmo. Cervejas, destilados, acho que até vinho, tudo misturado mesmo. A gente queria provar a tal cerveja verde, mas ficamos na Guinness pois não tinha a tal. Acho que foi a parte onde mais deu para sentir o espírito da coisa. Beber, beber e beber sem passar mal, porque afinal, irlandês que se preze sabe beber, e muito!
quinta-feira, 11 de março de 2010
Uma cena que seu passou na cozinha há instantes:
Enquanto ele lavava a louça, ela secava e uma colher cai no chão...
Ela: Quando colher cai significa o que mesmo?
Ele: Gravidez!
Ela: ahahah, como será que isso foi inventado? Quando a faca cai é briga, colher, gravidez...
Ele: Sei lá... (e começa a cantar uma música qualquer)
E ela continua secando a louça quando ele diz:
- Acabei! Preciso ir ao banheiro...
E ela retruca:
- Mas e o fogão???
Então ele o limpa com a buchinha que lavou a louça e o deixa sem manchas, mas cheio de espuma de detergente.
- Pronto, vou ao banheiro!
Ela: Mas você vai deixar o fogão assim?
Ele: Ahh, eu ia pegar um papel para secar...
Ela: Mas secar com esse monte de detergente???
Então ele lava a bucnhinha e a passa novamente no fogão, deixando-o sem espuma.
- Vou ao banheiro!
E elel foi. Quando ela sem querer repara que o ralinho da pia estava cheio de restos de comida da louça lavada, começa a bufar loucamente e desiste. Sua parte de mãe/professora/mulher paciente já se esgotou e ela quer descansar. Amanhã é um novo dia e novos desafios virão. Mas não contente - não que ele leve isso a sério -, ao sair do banheiro pergunta o que ainda falta fazer. E como ela já finalizou seu expediente por hoje, responde a seco:
- Não sei!
E ele vai até a cozinha, acende a luz, observa e nada vê. Aliás seu trabalho foi feito, como ela queria, não falta nada... E o ralinho vai continuar sujo pelo menos até amanhã, ou até que ela resolva limpá-lo.
Ela: Quando colher cai significa o que mesmo?
Ele: Gravidez!
Ela: ahahah, como será que isso foi inventado? Quando a faca cai é briga, colher, gravidez...
Ele: Sei lá... (e começa a cantar uma música qualquer)
E ela continua secando a louça quando ele diz:
- Acabei! Preciso ir ao banheiro...
E ela retruca:
- Mas e o fogão???
Então ele o limpa com a buchinha que lavou a louça e o deixa sem manchas, mas cheio de espuma de detergente.
- Pronto, vou ao banheiro!
Ela: Mas você vai deixar o fogão assim?
Ele: Ahh, eu ia pegar um papel para secar...
Ela: Mas secar com esse monte de detergente???
Então ele lava a bucnhinha e a passa novamente no fogão, deixando-o sem espuma.
- Vou ao banheiro!
E elel foi. Quando ela sem querer repara que o ralinho da pia estava cheio de restos de comida da louça lavada, começa a bufar loucamente e desiste. Sua parte de mãe/professora/mulher paciente já se esgotou e ela quer descansar. Amanhã é um novo dia e novos desafios virão. Mas não contente - não que ele leve isso a sério -, ao sair do banheiro pergunta o que ainda falta fazer. E como ela já finalizou seu expediente por hoje, responde a seco:
- Não sei!
E ele vai até a cozinha, acende a luz, observa e nada vê. Aliás seu trabalho foi feito, como ela queria, não falta nada... E o ralinho vai continuar sujo pelo menos até amanhã, ou até que ela resolva limpá-lo.
quarta-feira, 10 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Inútil, ambos inúteis!
Quando a gente escreve/fala/olha/gesticula um milhão de outras coisas estão embutidas mesmo que isso dure segundos. Nada que possa ser resumido em jargões, dramas, novelas, e blablabla... é tão imbecil aquele que só observa o óbvio quanto quem se desgasta e desabafa achando que não vai ser a toa...
Inútil, ambos inúteis!
Inútil, ambos inúteis!
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